A Luz na Estrada

APL 1746

 Em tempos que já lá vão, houve um sítio ao pé das Furnazinhas, junto à estrada, numa curva, que causava pasmo a todas as pessoas que por ali passavam a partir da meia-noite.
Quando se faziam transportar de carro, estes paravam em consequência do espanto e medo que causava nas pessoas pois aparecia no meio da estrada um vulto iluminado que desaparecia passado alguns segundos.
Um dia passou por ali um homem de motorizada. Todo corajoso parou e foi ver que mistério era aquele que trazia a população toda assustada.
Pegou na sua espingarda e aproximou-se com a intenção de atirar ao vulto. Ao pôr a arma a jeitos de disparar, recebe duas bofetadas com tanta força que deixou cair a espingarda e fujiu com medo. Chegou a casa tão assustado que não conseguiu falar.
Este mistério conservou-se por mais anos até que o percurso da estrada foi alterado. E lá diz o velho ditado:
«Quem vai, vai. Quem está, está.»

Source AA. VV., - Arquivo do CEAO (Recolhas Inéditas) Faro, n/a,

Year1997

Place of collection Vaqueiros, ALCOUTIM, FARO

InformantManuel Gonçalves (M), 68 y.o.,

Narrative

When XX Century, 90s

BeliefUnsure / Uncommitted

Classifications