[A Moura Floripes]

APL 1780

Havia um homem que era o “Tio Fasquinho”. Esse homem era solteiro daquele tempo, esse homem como eu ouvia contar, esse homem tinha um partido com ela que ela fazia o que queria com ele.
 Não lhe fazia mal, falava com ele e um dia apegou nele e jogou-o dentro da lama. Bem, o homem começou rapaz novo, a dizer “ai mãe e agora a minha mãe bate-me”, vou para casa agora e ela gozava com aquilo.
 Bem ele foi para casa e despiu a roupa, pôs em cima de uma cadeira e no outro dia acordou e reparou que a sua roupa estava como na hora, sem qualquer nódoa, como se nada se tivesse passado.
 Este homem andava ao mar e agarrou no cabo, jogou prá terra e depois ele saltou, foi atar o cabo e os homens de bordo começaram a apuxar o cabo e o homem também. O cabo desatou-se e o “Tio Fasquinho” dizia para eles:
 Olhem, já ela está na brincadeira, e o cabo desatou-se e todos caíram com a força que faziam.
 Esta moura encantada dizia-lhe a ela que ela se desencantava se fosse com duas velas acesas dali da fábrica do Ferreira, de frente dos Patinhos e era ali que ela aparecia dessa fábrica e algumas mulheres viam-na.
 Ela então dizia que ele tinha de ir com duas velas acesas debaixo de água até o outro lado para a poder desencantar.

Source AA. VV., - Tradição Popular Algarvia Faro, Direcção Geral de Educação de Adultos, s/d , p.Lendas

Place of collection Olhão, OLHÃO, FARO

InformantAlexandrino Fernandes (M), Olhão (OLHÃO) FARO,

Narrative

When XX Century,

BeliefUnsure / Uncommitted

Classifications