[Um Miedo]

APL 1887

Iou sali de lâ vila de Mogadouro, e ihebába la cochina [porca] préza c’üa côrda, e ai chegar â la borda d’úa capiêlha [capela], saliu-me um Miêdo, que s’apar’cia a um home múi alto, bestido de branco, e puze-se-me delante de la cochina e seguiu-me um cácho [espaço] de camino al miu lhado, e quedaba-se als ratos [aos poucos], e iou olhaba para trás, e viê-lo [via-o] mui longe e lhôugo [logo] num instante estaba ai piê de mi; mâs, quando chiguêmos á la borda d’úa cruz, el Miêdo puze-se-rne à las bôltas de la cruz, e alhi quedou e desapar’ciu.

Source VASCONCELLOS, J. Leite de Contos Populares e Lendas I Coimbra, por ordem da universidade, 1963 , p.440-441

Place of collection Duas Igrejas, MIRANDA DO DOURO, BRAGANÇA

Narrative

When XX Century,

BeliefUnsure / Uncommitted

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