O tacho de tesouro

APL 959

Era uma vez uma mulher que se chamava Zarolha. Ela sonhava que iria encontrar debaixo de uma alfarrobeira um tacho de tesouro bem escondido na terra.
Um dia ela foi a uma alfarrobeira que conhecia perto de sua casa e escavou tanto, tanto que encontrou um tacho de tesouro cheio de jóias preciosas. De repente saltou um sapo nojento da terra molhada que lhe disse:
– Só podes tirar este tesouro quando me deres um beijo.
Ela ficou toda enojada e foi-se logo embora.
Passaram-se alguns dias e a Zarolha continuava a sonhar com a mesma coisa. Mas lá ganhou outra vez coragem e seguiu o mesmo caminho para a alfarrobeira.
O sapo voltou a aparecer e disse-lhe que só lhe deixava levar o tesouro se ela lhe desse um beijo. Ela então deu-lhe o beijo. O sapo disse-lhe depois:
– Todas as noites vens cá e, se me deres um beijo, deixo-te levar um bocadinho do tesouro de cada vez.
A Zarolha, como estava interessada no tesouro, concordou e passou a ir ter com ele todas as noites.

Source AA. VV., - Literatura Portuguesa de Tradição Oral s/l, Projecto Vercial - Univ. Trás -os-Montes e Alto Douro, 2003 , p.TE1

Year2002

Place of collection Justes, VILA REAL, VILA REAL

CollectorPatrícia Magalhães (F)

InformantAlbertina - (F), 57 y.o., Justes (VILA REAL) VILA REAL,

Narrative

When XX Century, 90s

BeliefUnsure / Uncommitted

Classifications