A Moura da Fonte de Cima

APL 676

Entre os povos de Moleiros e Arnoia (Sertã), existiu, em tempos, uma fonte pública pertencente a esta última povoação.
 Denominaram-na «Fonte de Cima» porque, a trezentos metros de distância, existia, em Moleiros, outra a que o povo dava o nome de «Fonte de Baixo».
 Diz a lenda que um habitante muito pobre, da povoação de Arnoia, ao passar próximo da «Fonte de Cima», encontrou uma manta cheia de passas (figos secos) estendida ao sol.
 Tendo apanhado algumas para matar a fome aos filhos, sucedeu que, ao chegar a casa, em vez de passas encontrou peças de ouro.
 Correu logo ao mesmo sitio, mas não só não viu as passas, como ouviu uma voz que lhe disse: «Era a tua fortuna! Não a soubeste aproveitar».
 Na casa a que a lenda se refere morou, há aproximadamente cento e cinquenta anos, um padre (o Padre José) que costumava assoalhar (expor ao sol) num terraço que ainda existe anexo, as suas peças de ouro. Segundo crença do povo eram provenientes das passas da Moura.

Fonte Biblio DIAS, Jaime Lopes Contos e Lendas da Beira Coimbra, Alma Azul, 2002 , p.108

Place of collection-, SERTÃ, CASTELO BRANCO

Narrativa

When XX Century, 50s

CrençaUnsure / Uncommitted

Classifications