[A Rapariga que foi Castigada por Causa do Pai]

APL 1855


 Na nossa terra, no Topo, a rês qu’era po’Senhô Esp’rito Santo saltou à dum vizinho. Um bezerro. E o dono apanha o bezerro e, zangado, e abr’a navalha e da’l’ as cortadelas aqui ao redor do pescoço e da cabeça. Mas cortadelas boas. E largou-o. Na, foi na cara. Assim na cara do bezerro. E largou o bezerro.
 Pois olhe, a sua senhora o’tava o’ao depois ficou de ter a família. (Ist’antão é real, porqu’eu conheço a família. Eu conheço a mulher).
 A mulhé co’isto tudo desta maneira... A filha com todas as cicatrizes, mas muito fundo. E aquilo cortou assim o bico do bezerro e aquilo ficou esgaçado, c’os dentes de fora. E ficou a filha igual. Eu conheci-a e ela talvez ainda, na sei, mas talvez já na... Ela talvez já na seja viva, mas ê vi-a muitas vez. Sim, senhor. Muita vez eu a vi, essa filha dess’homem.

Fonte Biblio FONTES, Manuel da Costa Portuguese Folktales in North America: New England n/a, sem editora, s/d , p.11A028

Ano1978

Place of collection Topo (Nossa Senhora Do Rosário), CALHETA DE SÃO JORGE, ILHA DE SÃO JORGE (AÇORES)

InformanteJosé Machado Fontes (M), 67 y.o., born at Topo (Nossa Senhora Do Rosário) (CALHETA DE SÃO JORGE) ILHA DE SÃO JORGE (AÇORES),

Narrativa

When XX Century, 70s

CrençaUnsure / Uncommitted

Classifications