A vingança das bruxas

APL 461

Há muito tempo havia na Senhora de Verde um homem chamado Zé da Costa, que por todo o lado fazia mangação das bruxas.
 Uma noite, na taberna, teimava com os outros dizendo que não acreditava em bruxas e elas que o fossem atentar, se as houvesse.
 Voltou p’ra casa com uns copos a mais e como não atinasse bem com a porta, ficou mesmo a dormir debaixo duma laranjêra.
 Às tantas, noite fora, sentiu um grande peso em cima dele, que mal podia respirar. Não dava tomado ar, até que disse, muito aflito: “Ai, Jasús!”E aí saltaram de cima dele três bruxas, que começaram a carcachar, a bailar e a cantar:

“Há bruxas ou na’há, Zé da Costa?
Ó que lindo laranjêral
As meninas d’Alvor
Ond’é qu’haveram de vir dançar.
E agora vai-te gabar
E agora vai-te gabar!

Fonte Biblio TENGARRINHA, Margarida Da Memória do Povo Lisboa, Colibri, 1999 , p.28

Place of collection Mexilhoeira Grande, PORTIMÃO, FARO

InformanteJosé Perpétuo (M), born at Mexilhoeira Grande (PORTIMÃO) FARO,

Narrativa

When XX Century, 90s

CrençaConvinced Belief

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