Algoz

APL 2332

Informante: (…) Então, antigamente o Algoz não tinha nome. E tinham muitas poucas pessoas a viverem lá. Aquilo era uma aldeia muito pequenita, e eles não sabiam que nome haviam de dar à terra. Então pediram ajuda a Deus, e levaram uma estátua de um santo em cima dum andor. Mas quando chegaram… chegaram lá ao centro da vila, tinham grande dificuldade em entrar com a estátua lá para a igreja. Uma igrejazita que eles tinham para lá pequenina. E pediram ajuda ao padre para entrar com a estátua. Mas o padre não quis mexer lá na igreja, nem nada. E então o que é que disse a eles? Para cortar a cabeça ao santo. Ah e as pessoas ficaram todas revoltadas com o padre, e então quiseram chamar à terra Algoz. Algoz que antigamente queria dizer carrasco.
Colector: Isso era para criticar o padre não é?
Informante: Pois, como o padre não os quis ajudar, eles em vez de chamarem ao padre, chamaram à terra.
Colector: Então e quem é que lhe contou isso? Foi a sua mulher? Foi quem?
Informante: Foi, foi! Também é os antigos que falam nisso, pois isso vem tudo lá de trás, que a gente ouve contar.
Colector: Ah… que idade é que o senhor tem?
Informante: Eu tenho 65 e a minha patroa tem 63.
Colector: Ela também deve saber estas lendas não é?
Informante: Pois ela sabe! Então não há-de saber?! (…)

Fonte Biblio AA. VV., - Arquivo do CEAO (Recolhas Inéditas) Faro, n/a,

Ano2007

Place of collection Algoz, SILVES, FARO

ColectorTiago Santos (M)

InformanteLuís Carlos (M), born at Portimão (PORTIMÃO) FARO,

Narrativa

When XX Century,

CrençaUnsure / Uncommitted

Classifications