Fantasma que pede boleia

APL 2360

Santo André é uma vila que foi construída mesmo para ser o suporte do grande empreendimento industrial ali em Sines, a refinaria de petróleo. […] antes da generalização das auto-estradas em Portugal, tinha uma grande… tinha uma auto-estrada de dez quilómetros, com cerca de dez quilómetros, que atravessava de Sines até Santiago, então depois dizia-se que nessa auto-estrada andava sempre uma jovem rapariga a pedir boleia. E que geralmente os camionistas, depois, quando paravam, paravam, a rapariga era jovem e era bonita, e começavam a conversar com ela, a conversar… a conversar com ela, e depois quando iam conversando enquanto se distraiam, quando olhavam para o lado ela já lá não estava…
Colectora: Mas ela [a rapariga] ia no carro?
Ia no carro. Era um fantasma, era uma rapariga que tinha sido morta, atropelada lá na auto-estrada. Quer dizer… era o que se diz. Toda a gente contava essa história.
Colectora: E tu acreditas que isso era verdade?
Não acredito que fosse verdade, mas as pessoas contavam, apanhava boleia ao pé das Areias Brancas, na Praia das Areias Brancas, era sempre aí que ela estava a pedir boleia.
Colectora: Em que situações é que ouvias contar essas histórias? Em que altura do dia?
Sempre que uma pessoa passa lá de carro à noite contava-se essa história.

Fonte Biblio AA. VV., - Arquivo do CEAO (Recolhas Inéditas) Faro, n/a,

Ano2007

Place of collection Santo André, SANTIAGO DO CACÉM, SETÚBAL

ColectorSara Cruz (F)

InformanteHugo Emanuel Pinto (M), 27 y.o., born at Santiago Do Cacém (SANTIAGO DO CACÉM) SETÚBAL,

Narrativa

When XX Century,

CrençaSome Scepticism

Classifications