Lenda do cabrito de Pegarinhos

APL 2593

Havia assim um largo grande onde havia uma relva muito verdinha. Um senhor, que vinha dum prédio, chegou ali e viu um cabrito muito lindo, a comer ali, a pastar aquela relvinha. Ele achou estranho ver ali o cabrito sozinho e então foi apanhá-lo. E ele deixou-se apanhar. Ele agarra no cabrito e leva-o ao colo, mas chegou a um ponto em que o cabrito começou a pesar muito. Ele agarra nas patas do cabrito e mete-o ao pescoço. Pegou em duas patas de cada lado, com as duas mãos, e meteu-o ao pescoço. Às tantas, aquilo foi pesando, pesando, pesando… aquilo um peso que o homem já não aguentava! Tinha aqueles muros dos caminhos e encosta lá as costas para pousar o cabrito para aliviar as costas. O homem estava a achar que aquilo não era normal: um cabrito tão pequenino começar a pesar tanto! O cabrito, ao mesmo tempo que ele encostou as costas ao muro, diz assim:
- Pousa-me devagar que me quebras a meija [coluna]!
O homem assustou-se de ouvir o cabrito a falar, e disse:
- Credo Santo Nome Jesus!
Aquilo deu um estoiro muito grande e desapareceu. O homem foi para casa, cheiinho de medo, meteu-se na cama e nunca mais saiu. Ao fim de três dias morreu.

Fonte Biblio AA. VV., - Arquivo do CEAO (Recolhas Inéditas) Faro, n/a,

Ano2009

Place of collection Pegarinhos, ALIJÓ, VILA REAL

ColectorAdriana Rufino (F)

InformanteMaria Assunção Gonçalves (F), 68 y.o., born at Pegarinhos (ALIJÓ) VILA REAL,

Narrativa

When XX Century,

CrençaUnsure / Uncommitted

Classifications