Lenda Urbana da cidade de Faro

APL 1988

Há um rapaz, portanto na cidade de Faro, que é estudante universitário e que um belo dia, depois de, depois de jantar, resolve, já, já tarde, talvez por volta... se bem me lembro é por volta da meia noite mesmo, ou talvez mesmo à meia noite, ou muito perto da meia noite, sai de casa para ir ter com uns colegas porque tinham resolvido saírem. E, passa perto dum, do cemitério de Faro e entretanto, quando vai a passar, acende um cigarro e vê uma pessoa dirigir-se a ele pedir-lhe, que lhe pede lume.
 - Boa noite! - disse o senhor.
 E ele responde-lhe:
 - Boa noite! Diga!
 E o homem, ao que o homem lhe responde:
 - Ah! Podia-me dar lume se faz favor!
 E ele, automaticamente, tira o isqueiro do bolso e dá o isqueiro ao senhor que, que o tinha interpelado. E, e entretanto o senhor acende o cigarro e quando vai devolver o isqueiro, o rapaz toca-lhe na mão e diz-lhe assim:
 - Ó meu senhor, então mas você, você está tão frio homem! O que é que você tem? Você está tão frio e o homem olha para ele e diz-lhe assim:
 - Então como é que eu não hei-de estar frio se eu estou morto!
 Nisto, o rapaz desata a correr e quando olha para trás já o tal senhor tinha desaparecido.

Fonte Biblio AA. VV., - Arquivo do CEAO (Recolhas Inéditas) Faro, n/a,

Ano2003

Place of collection-, FARO, FARO

ColectorFernando Guita (M)

InformanteFernando Guita (M),

Narrativa

When XX Century,

CrençaUnsure / Uncommitted

Classifications