Lume novo

APL 1648

Bom para afugentar o demónio e as coisas ruins. Exemplo: A tecedeira tendo de ir à Póvoa saiu daqui com o Francisco, correio de Braga, e para Braga, de onde seguiria para o mar. Perto do barracão da Praça (o dos impostos de carros, parece) deu meia-noite, e já ali viu ela dois (vultos altos), um branco, outro preto. Mais adiante perto da casa do Preposto, outro (aí anda sempre um; é da casa do Preposto que nunca foi requerido). Perto do Bentinho (Caneiros), um quarto e em muito maior, como que dependurado do fio telegráfico. A mulher acabou de tolher-se com medo e declarou ao Francisco que não passava mais adiante. Ele sossegou-a dizendo que também tinha visto tudo, e que ia fazer com que não tivessem mais encontros, esporeou o cavalo, que largou a galope, “ferindo lume” nas pedras. Bastou isso para não verem mais nada em toda a jornada.

Fonte Biblio SARMENTO, Francisco Martins Antígua, Tradições e Contos Populares Guimarães, Sociedade Martins Sarmento, 1998 , p.146

Place of collection-, GUIMARÃES, BRAGA

Narrativa

When XX Century,

CrençaUnsure / Uncommitted

Classifications