[Nome de Alenquer]

APL 1933

 No tempo em que D. Afonso Henriques andava na guerra contra os muçulmanos.
E então não podia desalojá-los [de] todas as praças todos ao mesmo tempo.
[...] Aquilo é muito fértil, tem boas condições e então instalaram-se ali.
D. Afonso Henriques reuniu os fidalgos e disse:
- Vamos tomar Alenquer!
É claro que o povo é que era o exército. E então foram direitos a Alenquer.
Havia lá um tipo que vivia da caça e que tinha um cão. E ele também foi como exército.
- Eu também vou.
Agarra no cavalo e vai direito a Alenquer. Mas chegaram lá e disseram:
- Eh lá! Voltemos para trás que esta praça é muito forte.
Mas o tal caçador que tinha um cão inspirava-se muito no cão. O cão caçava veados e ladrava para ele avançar para a caça. O cão viu aquela multidão estranha para ele e ladrou. Ladrou e avançava para a frente a ladrar. Então o caçador como tinha muita confiança no seu cão – o nome do cão era Alão – disse para o comandante:
- Temos de avançar para a frente!
- Ó rapaz, tu estás maluco! Vamos morrer todos!
- Não, não morremos, vamos ganhar porque o Alão quer.
O Alão quer, avançaram. E avançaram e venceram mesmo.
Ora bem, pôs ali o pessoal à volta, que nome se havia de dar àquilo.
Alão quer, que depois foi passado para Alenquer.

Fonte Biblio AZEVEDO, Ana A Literatura Oral na Comunidade Emigrante Portuguesa em Montreal Faro, Universidade do Algarve, 2002 , p.# 147

Ano2001

Place of collection-, ALENQUER, LISBOA

InformanteRicardo Lopes (M), 58 y.o., born at - (BRAGA) BRAGA,

Narrativa

When XII Century,

CrençaUnsure / Uncommitted

Classifications