O amigo que era lobisomem

APL 2302

O meu avô contava-me que tinha um amigo e ele morava numa horta. E ele desafiava o meu avô para ir lá à horta dele. Mas ele, uma vez desconfiou dele, de ser lobisomem. Porque chegou lá e perguntou à mulher por ele e a mulher disse “Olha, não sei, ele tá para aí.”. E ele viu um burricalho! E a mulher ficou assim muito coisa que viu que era ele. O meu avô diz que ficou assim com medo. E então veio se embora, morava numa horta perto lá da vila, e então veio e disse “Não vou por aqui, porque por aqui ele caça-me logo!”. Veio pela rua principal, havia assim uma rua direita contra a parede. Mas ele veio para a vila, meteu-se pela rua principal, e ele morava numa rua que se chamava a rua do matador, era mesmo um matador lá ao fundo. Quando ia a abrir a porta viu vir aquele burricalho aos coices. E disse assim: “Aquilo foi o que eu vi lá na horta!”. Bom, o meu avô só teve tempo de fechar a porta. Deu-lhe tantos coices à porta que o meu avô ficou com aquele medo. Nunca mais lidou com ele! Tinha medo! E disse sempre: “Era ele que estava lá de burricalho e veio atrás de mim!”.

Fonte Biblio AA. VV., - Arquivo do CEAO (Recolhas Inéditas) Faro, n/a,

Ano2008

Place of collection Portel, PORTEL, ÉVORA

ColectorVera Ponte (F)

InformanteMaria Joaquina Magraça (F), 81 y.o., Olhão (OLHÃO) FARO, born at Portel (PORTEL) ÉVORA,

Narrativa

When XX Century,

CrençaUnsure / Uncommitted

Classifications