[O Cão Fantasma]

APL 1735

Uma vez, eu vinha da cidade Vila Real e ao chegar aqui ao Lugar do Boque, junto ao Restaurante Mateus, à Jalema, que hoje está lá uma Agência de carros, havia lá uns metros de árvores (carvalhos) deitados pró meio da estrada.
A estrada ainda era macadame (não era asfaltada) e era no meio de Janeiro, estava um luar esplêndido. E como me tinham contado que aparecia lá um vulto do feitio d´um cachorro, dum cão, nem é …. e que se movimentava, mas parado, sem galgar. E eu, realmente, vinha de biciclete e olhei pró lado e vejo o vulto ó meu lado e, conforme eu andava, ele andava também, conforme parava, ele também parava e venho assim atormentado e tal.
 Chego a casa, vejo o vulto no cima nas escadas, no patamar em cima, à entrada da porta principal e enchi-me de coragem e, deixa ver o que é? Deito a mão, era um cesto que estava lá com planta e realmente era a sombra, mas era a minha sombra.

Fonte Biblio AA. VV., - Literatura da tradição oral do concelho de Vila Real s/l, UTAD / Centro de Estudos de Letras (Projecto: Estudos de Produção Literária Transmontano-duriense),

Place of collection Mateus, VILA REAL, VILA REAL

InformanteDomingos José Portelinha Gomes de Moura (M), 80 y.o., Mateus (VILA REAL) VILA REAL,

Narrativa

When XX Century, 90s

CrençaUnsure / Uncommitted

Classifications