[O fantasma]

APL 2965

Nós vivíamos ali por trás da linha, o meu pai esteve 12 anos naquele sítio onde está hoje a Menina Aurora. Nós íamos fazer a venda ao Tramagal, o meu pai ia por terra e eu como tinha passe, ia no comboio. Costumava ir no operário, mas um dia enganámo-nos nas horas, pensámos que eram umas cinco horas, mas devia ser apenas uma ou duas de manhã.
Era fora de horas quando saí e ia eu a passar ali, naquele bocado que tem muito fama, porque os antigos roubavam as extremas uns aos outros, e na curva vi, atrás da oliveira uma coisa, parecia um homem embrulhado num lençol, mas aquilo era muito grande, e subia por ali acima. Eu arrepiava-me toda e corri por ali fora. Quando cheguei à estação é que me apercebi das horas que eram.
Ainda hoje me arrepio ao olhar para a oliveira.

Fonte Biblio JANA, Isilda Histórias à Lareira Abrantes, Palha de Abrantes, 1997 , p.47

Ano1992

Place of collection Rossio Ao Sul Do Tejo, ABRANTES, SANTARÉM

ColectorSandra Luis (F)

Narrativa

When XX Century,

CrençaUnsure / Uncommitted

Classifications