O lobisomem na Estrada da Mala

APL 3169

Uma vez um homem daqui ia, ele mais o filho, com um carro de bois onde levavam uma pipa de vinho tratado. Iam ainda de noite com ela para o Cachão e dali seguiria, ao amanhecer, de comboio para a Régua.
Quando nisto, ao passarem num cruzamento a que chamam a Estrada da Mala (pois era onde antigamente se ia levar a mala do correio), aparece-lhes um grande cavalo, a vir por trás e depois pela frente. O pai deixou-se ir muito sereno, mas o filho diz:
— Que cavalo tão grande aqui está a passar!
Vai daí, sem saber o que estava a fazer, espetou-o com a aguilhada. E nesse momento, em vez do cavalo, aparece-lhe um homem à frente e que lhe diz:
— Tiveste sorte! Podias ter morrido! Conforme me fizeste sangue, se não o fazias, eras um rapaz morto!

Fonte Biblio PARAFITA, Alexandre Património Imaterial do Douro (Narrações Orais), Vol. 2 Peso da Régua, Fundação Museu do Douro, 2010 , p.288

Ano2010

Place of collection Vilas Boas, VILA FLOR, BRAGANÇA

InformanteMaria de Lurdes Dionísio Ala (F), 61 y.o.,

Narrativa

When XX Century,

CrençaUnsure / Uncommitted

Classifications