O molho da lenha e as correntes de ouro

APL 3156

Isto deu se num lugar entre a Quinta da Pereira e a de S. Domingos, à saída da vila [Vila Flor]. Deu-se com a Maria Pequena, que era uma mulher mesmo pequena e deu-se quando ela ia para o monte apanhar lenha de manhã muito cedo. Tinha de ser muito cedo, se não prendiam a gente por andar à lenha. E então ouviu muito barulho ao pé dela, o barulho de umas correntes.
Assustou-se, mas continuou o trabalho. Depois fez o molho, e quando ia para o atar com a corda que levava, ouviu uma voz que lhe disse:
— Ata-o com as correntes!
Mas ela não quis. Teve medo. Então as correntes desapareceram e ela continuou a atá-lo com a corda. Foi grande asneira, pois as correntes eram um encanto e eram de ouro. Se as tivesse trazido, nunca mais precisaria de andar à lenha.

Fonte Biblio PARAFITA, Alexandre Património Imaterial do Douro (Narrações Orais), Vol. 2 Peso da Régua, Fundação Museu do Douro, 2010 , p.274

Ano2010

Place of collection Vila Flor, VILA FLOR, BRAGANÇA

InformanteMaria da Conceição da Silva (F), 86 y.o.,

Narrativa

When XX Century,

CrençaUnsure / Uncommitted

Classifications