O mouro e a rapariga roubada

APL 833

Uma vez um mouro roubou uma rapariga na região do Peral. A rapariga queria livrar-se dele mas não sabia o que havia de fazer. Perguntou ao mouro:
 — Então quando é que eu hei-de sair daqui?
 Ele respondeu-lhe:
 — Quando aqui se semear uma quarta de cominhos e um ramo de todas as flores e andarem dois bois gémeos a lavrar.
 Ela perguntou-lhe:
 — O que é um ramo de todas as flores?
 — É a cresta duma colmeia.
 Ela trouxe tudo o que ele exigiu: a quarta de cominhos, a colmeia e os bois e ele deixou-a ir embora viver no Peral e não lhe aconteceu mais mal nenhum.

Fonte Biblio VILHENA, M. Assunção Gentes da Beira Baixa Lisboa, Colibri, 1995 , p.100

Place of collection-, PROENÇA-A-NOVA, CASTELO BRANCO

InformanteJúlia Dias (F), 78 y.o., - (PROENÇA-A-NOVA) CASTELO BRANCO,

Narrativa

When XX Century, 90s

CrençaUnsure / Uncommitted

Classifications