Os lobisomens de Cabriz

APL 765

Noutros tempos, quando de noite se ouvia o tropejar de cavalos a altas horas da noite, dizia-se que eram os lobisomens que saíam a correr as encruzilhadas. Como estas ruas são quase a pique e com calçadas antigas, os cascos do cavalo fazem sempre muito ruído. E o medo era muito.
 Conta-se que aqui no povo, um cruzamento onde existem umas cruzinhas era um dos sítios onde esses cavalos iam espojar-se, e que a dona de uma casa que ainda lá está, uma mulher de coragem, tinha guardada uma grande aguilhada, bem comprida, e, quando sentia um desses infelizes a chegar, vinha à janela, e, de longe... zás! Espetava-lhe o ferrão.
 Dizem que foi assim que livrou alguns desse triste fadário. E que eles depois voltavam à condição de pessoas normais; mas se ela os conhecia ou não, e talvez até os conhecesse... nunca o descobriu.

Fonte Biblio PARAFITA, Alexandre Património Imaterial do Douro - Narrações Orais (contos, lendas, mitos) Vol. 1 Peso da Régua, Fundação Museu do Douro, 2007 , p.168

Ano168

Place of collection Sendim, TABUAÇO, VISEU

ColectorAlexandre Parafita (M)

InformanteAntónio Tojal (M), 78 y.o., Sendim (TABUAÇO) VISEU,

Narrativa

When XXI Century,

CrençaUnsure / Uncommitted

Classifications