[os vulvurinhos]

APL 2907

Ah, os vulvurinhos! Ui, se vi... vi muitos, pois. Eu lembro-me de um quando andava a ceifar com o Artur Reno, iamos lá longe um vulvurinho a chegar-se a nós, e o Artur Reno c’o a foice na mão, vira-se e disse-lhe: - Anda cá frialandro, que já te corto o pescoço!. Palavras não eram ditas, e já o vulvurinho andava de volta do relheiro. Foi tão forte que espalhou os molhos que lá estavam juntos. Alguns até ficaram desfeitos das voltas que deram no ar. Foi castigo do demonho por causa do Artur se ter metido com ele.
Fazíamos logo figas com os dedos e dizíamos: Arreda daqui maldito.

Fonte Biblio SALVADO, Maria Adelaide Neto Remoínhos, Ventos e Tempos da Beira s/l, Band, 2000 , p.26

Ano1993

Place of collection Meimão, PENAMACOR, CASTELO BRANCO

ColectorSuzana Amaral (F)

InformanteAntónio Augusto Silva (M), 78 y.o.,

Narrativa

When XX Century,

CrençaUnsure / Uncommitted

Classifications