Zezere

APL 3474

Ainda ha poucos annos, sendo extraordinaria a sécca e estando os renovos perdidos, varios devotos tractaram de pedir esmolas pela freguezia para levarem a Senhora [do Socorro] em clamor. A estiagem era de tal ordem que alguns individuos menos crentes sorriram. Não esmoreceram porem os devotos e marcaram dia para o clamor. Toldou-se immediatamente o ar, dando prenuncios de chuva e no dia aprazado, quando principiou o clamor, principiou a chover e choveu torrencialmente durante o percurso do clamor e todo o dia, ficando os devotos erguendo as mãos ao ceu. E os descrentes, envergonhados e confundidos, foram muito espontaneamente levar as suas offerendas.

Fonte Biblio PINHO LEAL, Augusto Soares d'Azevedo Barbosa de Portugal Antigo e Moderno Lisboa, Livraria Editora Tavares Cardoso & Irmão, 2006 [1873] , p.Tomo XII, p. 2108

Place of collection Santa Marinha Do Zêzere, BAIÃO, PORTO

Narrativa

When XIX Century,

CrençaUnsure / Uncommitted

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